O pedido de reconsideração apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro ao STF visa revogar a decisão que autorizou a visita semanal de um fisioterapeuta ao ex-presidente. A solicitação foi protocolada nesta quarta-feira (3). Moraes já havia autorizado, na terça (2), a visita de um cardiologista ao ex-mandatário sem necessidade de prévia comunicação, estabelecendo que, se houver indicação médica, a fisioterapia deve ser autorizada pelo juízo e agendada conforme regras da PF.
A defesa anexou um relatório médico assinado pelo clínico Cláudio Birolini, que acompanha Bolsonaro. O documento sustenta que promover condicionamento físico, recrutamento muscular, readequação postural e exercícios respiratórios é essencial para a manutenção de seu status de performance e para prevenir complicações clínicas.
Ao longo do material, a defesa descreve histórico de cirurgias intestinais e um quadro clínico sensível, com episódios de soluços persistentes, vômitos, limitação funcional e comprometimento respiratório. Também é mencionado o contexto de saúde do General Augusto Heleno, com comentário de Carlos Bolsonaro sobre a necessidade de fisioterapia para fortalecer a função cardiovascular.
Dispositivos médicos e cronograma de cumprimento aparecem como aspectos centrais no embasamento da defesa. O relatório cita atrofia muscular e ataxia, indicando dificuldades de coordenação motora. O processo envolve ainda informações sobre o andamento da execução penal, com referência à prisão domiciliar, regime de cumprimento de pena e possibilidades de progressão.
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