O regime de planejamento do National Disability Insurance Scheme (NDIS) passa por reformas que reduzem a intervenção humana, com o objetivo de automatizar o planejamento e gerar economia para a agência. A mudança envolve o fim da competência do Administrative Review Tribunal (ART) de alterar planos ou reintegrar fundos.
A nova modelagem, apelidada de “robo-planning”, elimina a capacidade do ART de modificar ou reintegrar o total de financiamento. O valor total financiado deixa de ser uma decisão passível de recurso, salvo variações previstas no 47A. A implementação está prevista para meados de 2026.
Registros do governo indicam que os planos de apoio dos participantes serão gerados por computador, com pouca ou nenhuma discricionariedade humana. O objetivo declarado é reduzir custos operacionais da NDIA e acelerar o processo de planejamento.
Questionamentos durante as comissões do Senado trouxeram detalhes sobre a aplicação da nova modelagem. Executivos da agência esclareceram que o ART poderá apenas reenviar o plano à NDIA para nova avaliação, sem poder alterar o financiamento total.
Na prática, o sistema permitirá alterações apenas segundo regras ainda em desenvolvimento. Perguntas de parlamentares destacaram que a mudança representa uma mudança relevante no papel do ART e na forma de contestação dos planos.
As informações surgiram após uma investigação do Guardian que revelou a intensificação do uso de automação no NDIS. Um relatório interno indicou que, sob o novo modelo, os recursos dos participantes não seriam revisáveis em termos de montante total, exceto por variações específicas.
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