No segundo dia de uma operação federal de imigração em Nova Orleans, dezenas de pessoas foram detidas na cidade, em áreas públicas como estacionamentos de lojas, pontos de ônibus e residências. A ação ocorre em uma cidade de maioria Democrata, gerando temor entre comunidades imigrantes.
Relatos de civis detidos em locais públicos se multiplicaram, incluindo abordagens em estacionamentos de lojas como Lowe’s e Walmart, além de abordagens em vias de ônibus. Testemunhas descrevem prisões em horários variados, com casos de cidadãos americanos detidos durante as ações.
Até o momento, registram-se 14 detenções na quarta-feira e 4 na quinta-feira, segundo fontes associadas a organizações de apoio aos imigrantes. Em alguns casos, houve liberação após confirmação de cidadania. A Operação é apresentada pelo governo federal como destinada aos indivíduos com maior gravidade criminal.
Contexto e impactos
DHS confirmou dezenas de detenções na área de Nova Orleans, destacando seis casos com menor gravidade. Em relatos, uma mãe nascida nos EUA foi perseguida por agentes federais até a residência, reiterando que é cidadã. Protestos intensificaram-se na prefeitura.
Líderes comunitários dizem que o clima de medo persiste entre imigrantes, com relatos de pessoas em esconderijos para evitar abordagens. Organizações locais solicitam medidas para reduzir danos à população civil, incluindo zonas sem ICE na cidade.
Reação pública e institucional
A prefeitura convocou um debate público após a intervenção, com participação de ativistas que pedem proteção a moradores e deslocamento de operações. Várias pessoas afirmam que a cidade depende da presença de imigrantes para setores como comércio e construção.
Profissionais de organizações de defesa mantêm que a ação federal tem causado interrupções no dia a dia, prejudicando famílias e trabalhadores. A polícia local atuou para controlar protestos durante a sessão da câmara municipal.
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