A decisão monocrática de Gilmar Mendes, que restringiu quem pode apresentar pedidos de impeachment contra ministros do STF, abriu uma brecha política para o governo Lula. A medida ocorreu em meio à queda de confiança na indicação de Jorge Messias e à resistência no Senado, com sabatina de Messias adiada por Davi Alcolumbre.
O governo viu espaço para recompor aliança ao reforçar o contato com o Senado. A AGU sinalizou um aceno aos senadores e Messias passou a buscar apoios entre ministros alinhados. Consultas foram feitas a André Mendonça e Nunes Marques, mirando apoio para a sabatina prevista para fevereiro.
Desdobramentos políticos
Apenas duas a três semanas de articulações parecem suficientes para reduzir a pressão sobre a indicação no Senado. A sabatina, com previsão para fevereiro, depende de acordos entre Planalto e casas legislativas e envolve riscos de descontentamento entre ministros críticos a pedidos de impeachment.
A crise provocada por Gilmar Mendes, segundo aliados, deslocou o eixo da disputa e pode favorecer uma reabertura do diálogo entre Lula e Alcolumbre. Avalia-se que a turbulência desvia o foco da contenda pelo STF e cria espaço para recompor apoios no curto prazo.
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