A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, orientou autoridades de segurança a investigar antifa e outros grupos considerados terroristas domésticos. O foco inicial é buscar possíveis crimes fiscais cometidos pelos grupos, segundo memorando obtido pelo Guardian. A ação sinaliza endurecimento das medidas contra movimentos de esquerda.
Bondi encaminhou a todos os agentes federais a revisar arquivos e repassar informações ao FBI em 14 dias. O objetivo é mapear antifa e grupos correlatos, com a elaboração de uma lista de organizações de terrorismo doméstico e o compartilhamento de inteligência com a agência.
O memorando também sugere continuidade na busca por revogar o status de isenção de impostos de organizações de esquerda. Em paralelo, o governo mira financiamentos e concessões para estados com programas de combate ao terrorismo doméstico e investiga entidades como a Open Society Foundations.
County Texas
Em outubro, autoridades apresentaram acusações de terrorismo contra ativistas presos durante protesto em uma instalação do ICE no Texas. Procuradores indicam que os acusados faziam parte de uma suposta célula antifa no estado, o que marcou o primeiro caso desse tipo ligado ao grupo.
Ações internacionais
No âmbito externo, o secretário de Estado designou quatro grupos europeus autodeclarados antifascistas como organizações terroristas estrangeiras. A medida é vista como elemento de alinhamento com as estratégias de repressão a movimentos de direita e de esquerda nos dois lados do Atlântico.
Contexto legal
Antifa é uma rede difusa de ativistas, não uma organização única. O governo Trump já havia assinado uma ordem executiva para tratá-la como terrorismo doméstico, embora especialistas jurídicos contestem a autoridade para tal classificação. A política busca restringir atividades e captação de recursos desses grupos.
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