A centro-direita rejeita o projeto de Flávio Bolsonaro e, com Jair Bolsonaro ausente da disputa, passa a ver espaço para construir uma candidatura própria. A leitura surge após anúncios recentes de Flávio sobre a intenção de disputar a Presidência em 2026.
Líderes do centro e da direita afirmam não ver viável embarcar no projeto encabeçado por Flávio, eleito pelo PL do Rio de Janeiro. Argumentam que a mensagem principal do anúncio foi a de que o pai não concorre mais neste ciclo. A posição contrasta com a estratégia de Jair Bolsonaro, que segue afastado da corrida desde sua prisão.
Para o grupo, a construção de uma chapa competitiva depende de nomes próprios de fora da família, com foco em consolidar blocos políticos nos próximos 60 dias. A ideia é manter Jair Bolsonaro em isolamento e abrir espaço para uma candidatura articulada pelo campo de centro-direita.
Cruzando caminhos com Tarcísio
No centro-direita, aponta-se que apenas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, surge como possível peça central para uma candidatura sem a participação de nomes da família Bolsonaro. A estratégia envolve alianças entre partidos e a formação de blocos que apoiem uma candidatura própria, sem dependência de Flávio.
A movimentação busca definição de cargos e apoios, além de alinhamento programático entre legendas, com o objetivo de fechar uma chapa nos próximos 60 dias. A família Bolsonaro permanece afastada, segundo a leitura de integrantes do espectro político.
Dados de opinião
Segundo levantamento do Datafolha, Lula mantém vantagem com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro figura com 18%. Os números são usados para embasar a estratégia de compor uma base competitiva sem dependência de nomes da família.
A leitura entre assessores é de que o centro-direita precisa consolidar mensagens e alianças para apresentar uma frente capaz de enfrentar o cenário atual, sem a participação direta de Jair ou Flávio Bolsonaro na cabeça da chapa.
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