Durante a campanha de Nigel Farage em Clacton, em Essex, surgem acusações de irregularidades em gastos eleitorais. Um ex-assessor afirma que despesas não declaradas teriam ultrapassado o teto de 20.660 libras. A denúncia envolve folhas de pagamento, panfletos, banners e reformas no escritório de campanha.
Richard Everett, ex-councillor e integrante da equipe, diz ter entregue documentos às autoridades para mostrar o possível desvio. Segundo ele, a contabilidade oficial indicaria um gasto próximo de 400 libras abaixo do limite, mas as despesas não declaradas poderiam ultrapassar o teto. Everett não trabalha mais com o grupo.
A Reform UK nega irregularidades e classifica as acusações como fruto de um ex-membro descontente, que foi expulso do partido meses atrás. A defesa reforça que a linha de fiscalização eleitoral foi cumprida e que não houve violação das regras.
Investigação em curso envolve a polícia e a Electoral Commission, com apuração sobre a consistência das declarações de despesas da campanha. A apuração mira se houve omissão de gastos relevantes na prestação de contas do pleito regional.
Além das denúncias de gastos, Farage enfrenta pressão sobre alegações de racismo feitas por ex-colegas. A Reform UK sustenta que as acusações não envolvem a campanha de Clacton, mantendo o foco na defesa de sua atuação eleitoral.
A oposição, incluindo o Labour e o Conservative, cobrou explicações sobre o episódio e pediu transparência. Em declarações, os partidos reafirmaram a necessidade de apurações completas para esclarecer eventuais irregularidades.
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