O juiz federal bloqueou nesta quarta-feira o emprego da Guarda Nacional da Califórnia pelo governo federal e determinou que as tropas retornem ao controle do governador do estado. A decisão foi apresentada em documento judicial e interrompe a mobilização já em curso.
Em junho, o governo federal federalizou a Guarda Nacional da Califórnia e enviou cerca de 4.000 militares a Los Angeles. A ação ocorreu para responder a protestos vinculados a raids de imigração, segundo a administração federal.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, contestou a medida, afirmando que a transferência de comando foi sem precedentes e ilegal. A postura do governador gerou tensão entre os poderes estadual e federal e motivou ações judiciais ao longo de meses.
Segundo o tribunal, o uso da guarda pelo governo federal carecia de justificativa clara para manter o comando remoto sobre as tropas já destacadas na cidade. A decisão determina a volta das tropas ao controle estadual.
O caso permanece em aberto, com as autoridades ainda definindo os próximos passos legais. A decisão desta quarta mantém Los Angeles como foco de uma disputa entre autoridades federais e estaduais sobre autoridade e aplicação de medidas de segurança pública.
A tramitação judicial continua sem resolução imediata, e não há confirmação de novas ações por qualquer das partes. O episódio ressalta questões constitucionais sobre o comando de forças nacionais em operações locais.
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