Foi deflagrada na quinta-feira uma greve geral em Portugal, envolvendo transportes, educação, saúde e administração pública. O movimento ocorreu em todo o país, com adesões expressivas que culminaram na suspensão de 220 voos da TAP e em paralisações acima de 90% no setor de saúde. Lisboa amanheceu sem metrô e com baixa circulação de pessoas.
O protesto mobilizou sindicatos de diferentes setores, incluindo transportes marítimos, Comboios de Portugal e a própria TAP. Grandes indústrias, como Autoeuropa, também participaram, com quase 5 mil trabalhadores. No total, o impacto no comércio e na hotelaria foi menor do que em setores públicos.
Contexto e adesão
Os pneus da mobilização principal recairam sobre a administração pública, serviços de saúde e educação, com escolas fechadas em grande parte do país. Pacientes tiveram consultas e cirurgias não urgentes canceladas. Em Lisboa, houve menos trânsito, com atividades reduzidas em grandes avenidas, mas lojas de alto padrão permaneceram abertas.
Desdobramentos no trabalho e transportes
No transporte, adesão foi total em operações públicas de ferry e trem, além de interrupções significativas na TAP, o que afetou centenas de voos. Muitos trabalhadores recorreram ao teletrabalho como alternativa, diante da reforma laboral apresentada pelo governo no outono. A movimentação em portos e ferrovias refletiu o tamanho do protesto.
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