O governo dos Estados Unidos retirou as sanções previstas pela Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, bem como contra familiares dele. A medida foi anunciada nesta sexta-feira e inclui a remoção de Moraes, da esposa Viviane Barci de Moraes e do Instituto Lex de Estudos Jurídicos da lista de alvos.
Em vídeo publicado no Instagram, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vinculou o fim das sanções ao controle da dosimetria na Câmara dos Deputados e à possibilidade de avanços com uma eventual anistia no Senado. Segundo ele, a sinalização americana representaria uma oportunidade para melhoria do texto em votação.
O governo americano já havia sinalizado o gesto, que envolve a retirada de Moraes e de associados da lista de sanções. A medida ocorreu em meio a especulações sobre desdobramentos políticos no Brasil, com o tema ganhando repercussão entre apoiadores de diferentes lados.
Moraes agradeceu publicamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela atuação que teria contribuído para a retirada das sanções. A fala ocorreu em contexto de comemoração de aniversário de Moraes, segundo relatos da imprensa.
Lula comentou que o gesto dos EUA seria como um presente de Trump, em tom que misturou seriedade institucional com humor. A declaração ressaltou a percepção de benefício político, sem incluir avaliação sobre mérito legal da decisão.
A votação sobre a dosimetria, não configurando anistia, está prevista para ocorrer na próxima semana no Senado Federal. O tema tem sido analisado como ponto de atenção para o equilíbrio entre propostas legislativas e pressões políticas no Congresso.
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