Melbourne abrirá hoje o West Gate Tunnel, viaduto de 6,8 km de túneis que enfrentou longos atrasos, custos acima do previsto e a descoberta de solo tóxico. A inauguração ocorre neste domingo, após anos de disputas legais entre o governo, a operadora Transurban e construtores. O projeto de 10,2 bilhões de dólares liga a região oeste ao porto da cidade, funcionando como alternativa ao West Gate Bridge.
A obra é resultado de uma parceria entre o governo estadual e a Transurban, firmada em 2014. A construção começou em 2018, com previsão original de conclusão para 2022. Problemas com solo tóxico e disputas legais contribuíram para atrasos e para um estouro de orçamento de 3,4 bilhões de dólares.
Estrutura e impactos
O túnel de 6,8 km se soma a 9,2 km de vias elevadas, ampliando a capacidade da West Gate Freeway. A abertura inclui 14 km de novas ligações para pedestres e ciclistas, com 2,5 km dedicados a um veloway que liga Footscray aos Docklands. Caminhões ficarão proibidos em ruas locais 24h.
O Governo espera reduzir o tráfego de caminhões em 9 mil veículos nas vias do oeste de Melbourne. A política de pedágios inclui tarifas de 4,09 dólares para carros, 6,54 para utilitários, com variações ao sair para Dynon Road, Footscray Road ou Wurundjeri Way nos horários de pico. O custo total para viajantes que passam pelo túnel e continuam pela Tullamarine chega a 10,63 dólares.
Detalhes operacionais
O pedágio é aplicado apenas às novas vias e, segundo o governo, oferece opções de deslocamento, como permanecer na ponte existente, usar o túnel ou seguir por rotas alternativas. O período de testes de convivência com novas vias deve acontecer, com ajustes de uso ao longo do tempo.
Além da infraestrutura, a abertura traz medidas de gestão de tráfego, com foco educativo para motoristas durante a adaptação ao novo mapa de vias. O governo informou que o processo não será sem desafios, mas ressalta ganhos de mobilidade e conectividade com o porto.
Contexto político e financeiro
O projeto foi financiado com participação pública e privada, com a Transurban contribuindo para parte dos custos e ampliando a concessão do CityLink. O acordo prevê tarifas adicionais para quem utiliza as novas ligações, somando-se ao pedágio já existente do CityLink.
A inauguração ocorre em meio a pesquisas de opinião desinfladas para o partido governista, que aposta no impacto dos grandes projetos para o eleitorado antes das próximas eleições estaduais. O objetivo é demonstrar resultados de infraestrutura e mobilidade.
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