O governo federal endureceu o tom contra a Enel São Paulo e já fala em perda de concessão por causa do apagão que deixou 2,2 milhões de clientes sem energia na capital e na região metropolitana. A medida foi comunicada pelo governo neste início de semana.
Na avaliação do Ministério de Minas e Energia, 35,2 mil instalações permaneciam desabastecidas em 24 municípios, com a capital concentrando o maior número de afetados, 24,2 mil unidades. O governo enfatiza a necessidade de restabelecimento rápido e seguro.
A agenda com governadores e prefeitos já foi anunciada pelo ministro Alexandre Silveira, que determinou “rigor absoluto” na fiscalização e na qualidade do serviço. A pasta sinaliza que falhas reiteradas podem levar à perda de concessão no estado.
Em que pese o discurso duro
A Enel informou ter mobilizado 1,8 mil equipes para atuar no restabelecimento, número considerado recorde pela concessionária. A fabricante atribui o apagão a vendaval histórico, com rajadas de quase 100 km/h em pontos da cidade.
Entretanto, a tensão política envolve também críticas de autoridades locais. O governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes pressionaram o governo federal, citando lentidão no serviço e pedindo ações mais firmes para a gestão da crise.
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