O exilado Tarique Rahman, dirigente interino do Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP), retornará ao país em 25 de dezembro. A data ocorre antes das eleições nacionais previstas para fevereiro, após mais de 17 anos no exterior.
Rahman está instalado no Reino Unido desde 2008. O anúncio de retorno chega após a confirmação de 12 de fevereiro como data do pleito pelo chefe da comissão eleitoral e diante de saúde debilitante da mãe, Khaleda Zia, que permanece hospitalizada.
A oitiva do BNP em Dhaka reforça a preparação para a disputa. O partido é favorito, mas enfrenta o impulso da Jamaat-e-Islami, que cresceu em campus universitários e pela agenda de combate à corrupção.
Contexto político
O ambiente eleitoral é marcado por tensões entre o BNP e a Awami League de Hasina, atualmente sob restrições legais. Hasina foi condenada à pena de morte em ausência em casos de crimes contra a humanidade, o que alega ser perseguição política.
Na última semana, um líder estudantil ligado ao movimento que derrubou Hasina recebeu um atentado em Dhaka e permanece em estado crítico. A polícia atribui o caso a elementos ligados à ala estudantil da Awami League.
Rahman alertou sobre a possibilidade de conspirações para desestabilizar a eleição, enquanto a comissão eleitoral assegurou que a votação deverá ocorrer conforme o calendário. A violência ligada a campanhas preocupa autoridades e observadores.
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