A Polícia Federal investiga cinco pagamentos de 300 mil reais feitos pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, à empresa de Roberta Luchsinger. A operação Sem Desconto ganhou nova fase após decisão do ministro do STF André Mendonça.
A PF apura que os pagamentos ocorreram em cinco transferências anuais, totalizando pelo menos 1,5 milhão de reais, conforme relatório citado na decisão. O destino teria sido a empresa de Roberta Luchsinger, ligada a pessoas próximas ao universo político.
O inquérito aponta que a relação entre os envolvidos envolve um possível elo com o filho do ex-presidente, momento em que a PF descreve mensagens em que o destinatário é citado como “o filho do rapaz”, sem identificação clara. Roberta afirma não ter relação com descontos do INSS.
A nova fase também incluiu buscas e a colocação de tornozeleira eletrônica para Roberta. A PF destaca que o Careca orientou um funcionário a realizar os pagamentos à empresa da empresária, associando os valores a um terceiro referido apenas como filho.
Entre 29 de abril de 2025, mensagens indicaram preocupação com a descoberta de informações durante a ação policial. Em seguida, Roberta sugeriu apagar dados de contatos, segundo a investigação, enquanto Antunes expressou apreensão com a situação.
Dias depois, em maio de 2025, Roberta enviou ao Careca o possível vínculo com o nome Fábio relacionado à Friboi. A PF aponta que a menção indica continuidade de comunicações entre os investigados após o início da operação.
A defesa de Roberta informou que ela nunca esteve envolvida com descontos do INSS e que as tratativas com Antunes tinham como objetivo tratar de regulação de empresas de canabidiol, sem desdobramentos efetivos.
Outra linha de apuração envolve uma acusação de ex-assessor do Careca, Edson Claro, que afirmou ter recebido pagamentos mensais próximos de 300 mil reais, descritos como uma espécie de mesada. O montante total poderia chegar a 25 milhões de reais.
Segundo depoimento citado pela PF, há menção de viagens entre o filho do presidente Lula e o Careca, incluindo deslocamentos entre Guarulhos e Lisboa em 2024. O material não confirma participação direta de autoridades públicas, apenas aponta o vínculo entre os investigados.
Entre na conversa da comunidade