A Sociedade de Editores expressou preocupação com o plano apresentado para reduzir a fiscalização midiática sobre No 10. A medida seria anunciada em 10 Downing Street por Tim Allan, diretor de comunicação do governo, na quinta-feira, sem consulta ao grupo de jornalistas especializados, conhecido como lobby.
Segundo o comunicado, a mudança reduziria de duas para uma as briefings diárias com a imprensa, com a possibilidade de substituição por conferências de imprensa. A proposta também prevê ampliar a participação para criadores de conteúdo e jornalistas setoriais, mantendo o controle editorial sobre temas e a pré-submissão de perguntas em alguns casos.
Repercussos e contexto
A entidade representativa afirma que perguntas abertas e consistentes são pilares da accountability democrática e que alterações sem consulta minam a transparência. A imprensa política teme que o governo passe a determinar formatos, horários e quem pode questionar autoridades, reduzindo o escrutínio público.
Detalhes operacionais
De acordo com o plano, as conferências diárias ocorreriam em No 9 Downing Street, com sessões de perguntas sobre anúncios do governo. Em dias sem conferência, não haveria o lobby, mantendo a possibilidade de encontros com ministros em momentos diferentes, com participação ampliada para criadores e jornalistas setoriais.
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