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Lula inaugura ponte na fronteira entre Brasil e Paraguai

Nova ponte Brasil-Paraguai, com 760 metros de extensão, visa desafogar a Ponte da Amizade e dinamizar a economia da Tríplice Fronteira, com liberação gradual a partir de sábado

Lula inaugura ponte na fronteira com o Paraguai, em 19 de dezembro de 2025. Foto: Evaristo Sá/AFP
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou nesta sexta-feira a ponte da Integração Brasil-Paraguai, ligando Presidente Franco, no Paraguai, a Foz do Iguaçu, no Paraná. A abertura ocorreu para desafogar o tráfego da Ponte da Amizade, a 7 quilômetros de distância, e contribuir para a economia da Tríplice Fronteira com a Argentina.

O ato contou com a presença do presidente paraguaio, Santiago Peña, que planejava apresentar a obra neste sábado em cerimônia no lado paraguaio. Lula explicou que Peña não pôde participar hoje por motivos familiares e que ele também não poderia ficar amanhã, pois participaria de reuniões do Mercosul em Brasília.

A ponte tem 760 metros de extensão e mais de 60 metros de altura, com investimento estimado em 345 milhões de dólares (1,9 bilhão de reais). A conclusão ocorreu no fim de 2023, mas a inauguração foi adiada por obras de acesso e do posto alfandegário.

Detalhes da obra e operação de tráfego

A passagem será liberada de forma gradual a partir de sábado, começando por caminhões sem carga e ônibus de turismo. Veículos com carga deverão cruzar entre o fim de 2026 e o início de 2027, segundo comunicado da Presidência.

Cerca de 100 mil pessoas e 45 mil veículos passam pela Ponte da Amizade diariamente, segundo dados do governo brasileiro. A nova ponte foi financiada, em parte, com recursos da Usina Hidrelétrica Binacional Itaipu, que envolve Brasil e Paraguai.

Contexto político e econômico

As relações entre Brasil e Paraguai passaram por tensão em abril após a revelação de operação de espionagem da inteligência brasileira contra instituições paraguaias. O governo brasileiro reconheceu o episódio, atribuindo responsabilidades ao governo anterior.

Em novembro, Brasília e Assunção anunciaram o fim do conflito e a retomada das negociações sobre Itaipu, após reunião entre os respectivos ministros das Relações Exteriores. O Mercosul segue como contexto das cúpulas que ocorrerão nos próximos dias.

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