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Coreia do Sul cria investigação independente sobre acidente de Jeju com 179 mortos

Parlamento sul-coreano abre investigação independente sobre o acidente do Jeju Air, enquanto familiares acusam atrasos e ocultação de evidências

Firefighters conduct search operations at the wreckage site of the Jeju Air plane at Muan international airport in December 2024.
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O parlamento sul-coreano aprovou a criação de uma comissão independente para investigar o acidente com Jeju Air, o mais grave já registrado no país. A votação ocorreu após críticas sobre atrasos e possíveis irregularidades na apuração oficial.

O acidente aconteceu em 29 de dezembro de 2024, no aeroporto internacional de Muan, 288 km ao sul de Seul. Um Boeing 737-800, que seguia de Bangkok, sofreu um choque de aves durante a aproximação, desceu em barriga e pegou fogo ao atingir uma barreira de concreto.

A comissão parlamentar, com 18 membros, terá 40 dias para apurar causas, incluindo suposta má gestão de choque de aves, defeitos da aeronave, o papel da barreira de concreto e possíveis tentativas de minimização de resultados pelo governo. Pode haver extensão.

A decisão ocorreu após o governo ter cancelado audiências previstas no mês, gerando revolta entre familiares das vítimas, que acusam a autoridade de enterrar informações. O inquérito oficial é conduzido pela Araib, ligada ao Ministério dos Transportes.

Questionamentos recentes apontam para um conflito de interesses: a Araib reporta ao ministério, que também supervisiona questões de segurança aeroportuária e a infraestrutura contestada. Famílias dizem que o processo viola padrões internacionais de independência.

A comissão investigativa poderá convocar autoridades do ministério dos Transportes, da Korea Airports Corporation, da Jeju Air e de outras agências, além de solicitar documentos relevantes para o caso. As audiências públicas já foram adiadas pela Araib.

Interim formal deve ser divulgado até 29 de dezembro, caso não haja relatório final dentro do prazo. A controvérsia envolve também reexames de destroços da aeronave, interrompidos recentemente após resistência de investigadores em permitir fotografias pela família.

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