A Generalitat, junto com entidades sociais de Badalona e a Síndicatura de Greuges, chegou a um acordo para realojar, por dois meses, parte das pessoas desalojadas do B9 que estavam sob o viaduto da autovia e no antigo albergue Can Bofí Vell. O dispositivo começou nesta terça-feira com a participação de serviços sociais e da Cruz Roja, após dias de tensão.
A ação visa acomodar migrantes, a maioria subsaarianos, que desde sexta dormiam sob a ponte da C-31 e enfrentavam mau tempo. O realojamento deve ocorrer nas próximas horas, conforme informou a prefeitura, com apoio do departamento de Direitos Sociais. O objetivo é evitar incidentes e garantir condições mínimas de moradia.
Cáritas e as entidades envolvidas já haviam realojado 52 pessoas de forma discreta, sem revelar a localização dos equipamentos. O conjunto de ações ocorre com a anuência de autoridades públicas e a colaboração de organizações sociais.
Antes do acordo, o presidente da Generalitat, Salvador Illa, pediu calma aos cidadãos de Badalona e afirmou que o governo cumpriria a lei. Illa destacou que a irresponsabilidade não fica sem consequências e anunciou que novas medidas seriam anunciadas em breve para promover a convivência com base em valores humanistas.
A Fiscalía solicitou que o prefeito Albiol esclarecesse, com urgência, se ofereceu soluções aos desalojados, conforme determina a sentença que ordenava o despejo. Organizações internacionais também criticaram o desalojo, apontando tratamento inadequado aos desalojados.
Illa informou ter conversado por telefone com Albiol, evitando polêmicas públicas. Em entrevista, Albiol descreveu o acampamento anterior como uma organização criminosa e reiterou que não há espaço para os desalojados a longo prazo na cidade.
Fontes oficiais destacam que o plano de realojamento continua em implementação, com monitoramento de direitos e assistência social. O governo estadual pretende assegurar a convivência e o atendimento às necessidades básicas dos atingidos.
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