Alexandre de Moraes detalhou as regras para a hospitalização de Bolsonaro, que começa nesta quarta-feira. O magistrado determinou condições rígidas, incluindo vigilância policial e restrições de visitas, para a internação do preso.
A Polícia Federal ficará responsável pela segurança contínua do paciente. Dois agentes acompanharão a porta do quarto e equipes de prontidão atuarão dentro e fora do hospital, com atuação discreta.
Apenas Michelle Bolsonaro terá acesso direto ao paciente, além de médicos e enfermeiros. A defesa pediu para incluir Flávio e Carlos Bolsonaro; o pedido foi negado, sujeitando novas liberações a autorização prévia de Moraes.
O uso de equipamentos eletrônicos no ambiente hospitalar será proibido. Celulares, tablets e laptops não poderão permanecer no quarto durante a internação. Medidas adicionais visam evitar a exposição midiática da internação.
Medidas de segurança e acesso
Moraes mandou que o transporte e a segurança ocorram sem destaque, com desembarque e embarque na garagem do hospital. A intenção é evitar cenas de espetáculo observadas em internações anteriores.
O histórico recente mostra que, na última internação, Bolsonaro acenou para apoiadores por cinco minutos. Desta vez, a expectativa é permanecer sob controle até a alta, com retorno previsível à carceragem da PF.
Caso tudo transcorra conforme o planejado, a permanência na PF deve terminar cerca de uma semana antes de 8 de janeiro, data em que o governo federal discute o veto a um projeto de dosimetria.
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