As bancadas de oposição na Câmara e no Senado passaram a considerar pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, com base em suspeitas de atuação em defesa de interesses do Banco Master. Além disso, cresce a ideia de abrir uma CPI para investigar a relação entre Moraes e o banco.
A pauta também envolve um contrato estimado em 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. Parlamentares questionam eventual conflito de interesses e reforçam o tratamento de advocacia administrativa como possível crime.
Contrato milionário e suspeita de advocacia administrativa mobilizam oposição
O acordo entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes foi firmado em janeiro de 2024, com pagamentos mensais de 3,6 milhões até 2027. A oposição aponta possíveis favorecimentos e atritos com a administração pública.
Relatos indicam que Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, em pelo menos quatro ocasiões, para tratar de temas ligados ao Banco Master. O BC afirmou que as reuniões trataram de efeitos da Lei Magnitsky e não de supervisão financeira.
Histórico de pedidos de impeachment e pressão institucional
Desde 2021, a Câmara e o Senado já acumularam 81 pedidos de impeachment contra ministros do STF, com Moraes liderando as solicitações, principalmente por decisões vinculadas aos atos de 8 de janeiro e investigações envolvendo parlamentares.
A Presidência do Senado tem grande influência sobre o andamento dos pedidos, o que tem sido apontado como um entrave ao avanço das ações. A oposição, contudo, vê no caso do Banco Master um elemento nuevo que pode alterar o cenário.
Repercussões políticas e próximos passos
Parlamentares discutem a possibilidade de assinatura de um grande grupo de deputados e senadores para sustentar o impeachment. Também avaliam a viabilidade de uma CPI para apurar a relação entre Moraes e o Banco Master, com foco em contratos e contatos com órgãos oficiais.
Entre parlamentares, a posição varia, com alguns defendendo o afastamento caso provas de advocacia administrativa se confirmem, enquanto outros reiteram a necessidade de apuração rigorosa por vias formais e republicanas.
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