Um relatório encomendado pelo comissário independente de legislacao antiterrorismo, Jonathan Hall KC, recomenda a adoção de um sistema de prêmios e punições para os detentos mais perigosos, inspirado no modelo norte-americano. A ideia é monitorar de perto o comportamento e conceder ou retirar privilégios conforme o desempenho. A conclusão foi solicitada pelo então lord chancellor, Shabana Mahmood, e entregue ao Ministério da Justiça.
Hashem Abedi, condenado à prisão perpétua em 2020 pela participação no ataque à Manchester Arena em 2017, foi alvo de uma suposta emboscada na prisão de HMP Frankland, em Durham, no dia 12 de abril. A imprensa britânica reporta que Abedi atacou quatro agentes com armas improvisadas e óleo fervente. Três guardas ficaram hospitalizados, dois com ferimentos de arma branca.
O ataque reacende debates sobre o uso de centros de separação na Inglaterra e País de Gales, criados para isolar rapidamente terroristas da população carcerária. O relatório de Hall avalia se as decisões sobre o posicionamento de custodiados extremistas devem mudar. O documento também analisa se o equilíbrio entre segurança e manejo de longo prazo de infratores está adequado.
Segundo a reportagem, o modelo avaliado inclui avaliação contínua de conduta, com privilégios como acesso a exercícios, rádio e TV dependendo do comportamento. Em contrapartida, mau comportamento pode levar à retirada de privilégios e de contatos com outros internos. O ADX Florence, prisão de segurança máxima no Colorado, é citado como referência de monitoramento rígido.
A reação pública exigiu transparência. O presidente da comissão de justiça da Câmara dos Comuns, Andy Slaughter, pediu a publicação imediata do relatório. Em nota, o Ministério da Justiça garantiu que proteger os profissionais é prioridade, mencionando ações como o fornecimento de coletes à prova de balas e ampliação do uso de tasers. A pausa segue até a divulgação oficial do relatório e da resposta do governo.
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