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Década de avanços perdidos com licença parental compartilhada no Reino Unido

Após uma década, menos de dois por cento solicitam licença parental compartilhada em grandes órgãos, evidenciando falha na mudança cultural e desigualdades de renda

Architects of the policy said it had failed to deliver the promised ‘culture change’.
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O que aconteceu: novas análises sinalizam um retrocesso na participação de pais na licença parental compartilhada no Reino Unido, dez anos após a implementação da política. Dados obtidos pelo Guardian indicam que menos de 1,6% dos pedidos de licença parental são para SPL, o que aponta baixo aproveitamento do benefício.

Quem está envolvido: pesquisas envolvem quatro dos maiores empregadores do setor público britânico, o NHS Inglaterra, NHS Scotland, NHS Wales, HMRC, Ministério da Justiça e o Departamento de Trabalho e Pensões. O estudo usa pedidos de 2020 a 2025 para medir a adesão.

Quando e onde: entre 2020 e 2025, nos órgãos públicos citados, os dados mostram que apenas 4.264 solicitações de licença parental foram para SPL, entre 274.755 pedidos totais. A margem de 1,55% representa o baixo alcance da opção compartilhada.

Por quê: especialistas afirmam que a política falhou em promover mudança cultural e ampliar o papel do pai na primeira fase de vida da criança. Pesquisas de universidades britânicas e avaliações governamentais destacam baixa adesão, especialmente entre pais de menor renda.

Como ficou a distribuição de renda: análises indicam que a maior parte das SPL ficou com pais de renda mais alta, concentrados no sul e leste da Inglaterra. Dados da HMRC sugerem queda contínua da participação entre os menos assistidos economicamente desde a criação do benefício.

Quem aponta as leituras: ativistas e especialistas ressaltam que a política beneficia pouco a maioria dos trabalhadores. Pesquisadores da Universidade de Bath destacaram que a licença não entregou os resultados esperados desde o início.

Reações oficiais e propostas: o governo abriu uma revisão de 18 meses sobre o sistema de licença parental. A ministra Kate Dearden disse que a licença ainda precisa de melhorias e lembrou medidas para estabelecer o direito ao paternidade no primeiro dia de trabalho.

Posicionamentos e demandas: Jo Swinson, ex-líder do Lib Dem, afirmou que a adesão é baixa por falta de apoio governamental e defendeu ações firmes para ampliar o tempo disponível aos pais. Deputados enfatizam que ajustes superficiais não bastam.

O que falta ainda: pesquisadores e defensores apontam para necessidade de ações mais ousadas, incluindo ampliar a licença paternidade, reduzir barreiras de acesso para trabalhadores de menor renda e promover mudança cultural para que ambos os pais compartilhem os cuidados desde os primeiros dias.

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