Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu de Santa Catarina para o Paraguai. Foi detido no Paraguai, perto de embarcar para El Salvador com documentos falsos. A Polícia Federal só foi acionada no fim do dia, quando já estava fora do país. GPS e GPRS apresentaram falhas, abrindo questionamentos sobre a eficácia do monitoramento.
A cadeia de eventos aponta falhas no sistema de localização: o sinal de GPS deixou de transmitir por volta da 1h da madrugada, e o de GPRS falhou às 13h, conforme apuração do processo. A polícia penal catarinense foi informada apenas às 20h e, na sequência, enviou equipe ao apartamento, já desocupado.
A PF em Santa Catarina recebeu o alerta às 23h e confirmou que Vasques foi visto pela última vez na véspera, 24 de dezembro, na garagem do imóvel. Ele teria entrado e saído do carro, e deixado o local antes de seguir para o aeroporto de Assunção.
Falhas no monitoramento
A reportagem verifica que o episódio reacende o debate sobre a confiabilidade dos dispositivos de vigilância eletrônica. Doutra forma, o caso é visto como parte de um padrão de evasões associadas a aliados do ex-presidente, já mencionadas por autoridades. O tema envolve responsabilidades de gestores e da rede de monitoramento.
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