Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi entregue à Polícia Federal (PF) e retornou ao Brasil na noite desta sexta-feira (26). Ele foi preso no Paraguai, em Assunção, após embarcar com documentos apontados como falsos com destino a El Salvador. Moraes decretou prisão preventiva e a transferência para Brasília deve ocorrer neste sábado (27).
A PF informou que Vasques foi levado em caravana pela polícia paraguaia até Cidade do Leste, passou pela aduana e chegou algemado à sede da PF em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A operação seguiu para a chegada prevista em Brasília, onde ficará sob custódia.
Condenações anteriores embalam a decisão. O STF o condenou a 24 anos e 6 meses pela participação na tentativa de golpe de Estado, integrando o chamado “núcleo 2” da organização criminosa. Além disso, a Justiça Federal do RJ o considerou responsável por uso político da estrutura da PRF durante a campanha de 2022.
A decisão de Moraes aponta indícios de que Vasques pretendia fugir para driblar ordens judiciais. Segundo o ministro, diligências revelaram que ele não estava em seu apartamento na data, utilizava veículo alugado e deixou o endereço com o animal de estimação e materiais para transporte de cachorro.
Histórico completo de atuação mostra que Vasques também foi preso em 2023, mas recebeu soltura mediante medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica. A nova prisão preventiva reforça a persecução criminal em curso.
O conjunto de acusações envolve monitoramento de autoridades e tentativas de impedir a votação de eleitores no Nordeste, segundo a decisão do STF. O STF também destacou o uso de símbolos, recursos e visibilidade institucional da PRF para favorecer a candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição.
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