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Albanese não atende pedidos de famílias por inquérito de Bondi

Albanese rejeita comissão real sobre Bondi; revisão de Richardson foca em ASIO e AFP, sem abordar antisemitismo, abrindo espaço para críticas da oposição

‘Asked bluntly if those calling for a royal commission were simply wrong, Anthony Albanese insisted he was acting in the national interest.’ Photograph: Audrey Richardson/Getty Images
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A imprensa australiana destacou que o primeiro-ministro Anthony Albanese revelou, nesta segunda-feira, as diretrizes de uma revisão do ex-chefe de espionagem Dennis Richardson sobre as agências federais de segurança. A divulgação ocorreu após a tragédia de Bondi, que deixou 15 mortos e dezenas de feridos em 14 de dezembro. A medida não configura uma royal commission, mas sim uma avaliação pontual de intelligence e policiamento.

Familiares das vítimas haviam enviado uma carta aberta pedindo uma royal commission federal para investigar a resposta ao ataque. O grupo contou com o apoio de líderes comunitários e de setores da oposição para pressionar pela medida. No entanto, Albanese optou por uma revisão com poder restrito de compelimento de evidências.

Os termos de referência sinalizam que a revisão de Richardson analisará o desempenho e a capacidade da ASIO e da AFP, incluindo o que foi conhecido sobre Sajid e Naveed Akram, antes do ataque que vitimou 15 pessoas. A avaliação será conduzida de forma confidencial, com acesso total a materiais considerados relevantes.

A diferença central em relação ao pleito pela royal commission é o alcance e o foro de atuação. Enquanto a royal commission tem amplos poderes de compelimento de provas e ampla visibilidade pública, a revisão permanece com escopo mais restrito e foco em segurança nacional.

A expectativa é de que o relatório seja concluído até abril, permitindo ao governo implementar recomendações urgentes com rapidez. A chefe de governo destaca que a ação busca proteger a segurança pública sem prolongar o trauma de comunidades atingidas.

Críticas indicam que a opção por uma revisão restrita pode deixar sem resposta questões sobre responsabilidade institucional e sobre a necessidade de uma apuração mais ampla. O tema permanece sob escrutínio político, com adversários ressaltando a importância de transparência e responsabilização.

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