Na segunda-feira, a tornozeleira eletrônica de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, foi localizada no Terminal de Ônibus de Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, no Paraguai. O achado ocorreu após cooperação entre autoridades dos dois países.
O dispositivo está registrado em nome de uma empresa brasileira de tecnologia e homologado pela Anatel. Policiais da 3ª Delegacia do bairro Obrero, em Ciudad del Este, encaminharam o equipamento ao Comando Tripartite para apuração, reforçando a hipótese de fuga planejada.
Silvinei Vasques havia sido preso no dia 25 de dezembro no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, por tentar entrar no Paraguai com mandado de prisão em aberto no Brasil. Foram usados documentos falsos sob o nome de Julio Eduardo, com a defesa alegando problemas de saúde para justificar a suposta incapacidade de comunicação.
Antes da prisão, a Polícia Federal informou que Vasques deixou Santa Catarina na véspera de Natal, às 19h22, em veículo alugado, levando animais, sacolas e pertences. A tornozeleira havia sido rompida durante a tentativa de fuga, segundo a PF, sem confirmação se permanecia na residência.
O ex-diretor já acumula condenações: pelo STF, foi sentenciado a 24 anos e 6 meses por participação na tentativa de golpe de Estado, integrando o “núcleo 2” de uma organização criminosa. Também foi condenado na Justiça Federal do Rio de Janeiro por uso político da PRF durante a campanha de 2022.
A Justiça já havia determinado prisão preventiva de Vasques, com base em informações da PF que apontam fuga para driblar ordens judiciais. O ministro Alexandre de Moraes ressaltou que houve violação de recolhimento noturno e uso de veículo alugado para abandonar o local, com pertences e animal.
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