A Justiça da Virgínia ordenou que Lindsey Halligan explique por que continua a assinar indiciamentos como US Attorney, apesar de outra magistrada ter considerado ilegal a sua nomeação. Halligan foi indicada por Donald Trump para chefiar as acusações contra James Comey e Letitia James.
Currie decidiu, em novembro, que a nomeação de Halligan foi inválida e que todas as ações decorrentes eram ilegais. A nova determinação de Novak exige que Halligan apresente justificativas em sete dias.
A defesa de Halligan alega desconhecimento de irregularidades, e Novak cobra esclarecimentos sobre a possibilidade de conduta profissional inadequada. O caso permanece sem suspensão na apelação em curso.
Situação atual do tema
O Departamento de Justiça não comentou de imediato a decisão de Novak. Alega que a nomeação de Halligan foi legal, mesmo diante da ordem de Currie. A posição oficial sustenta que as ações foram válidas.
Faltam detalhes sobre como o DOJ pretende proceder caso Halligan mantenha a identificação como US Attorney nas peças processuais. O tribunal ainda não definiu se haverá retirada de indícios ou impactos nos casos em curso.
A questão envolve também o papel do Senado na confirmação de um interim US Attorney, que deveria ocorrer dentro de 120 dias. A designação de Halligan não avançou, após resistência de senadores da Virgínia.
O impasse destaca a tensão entre a administração Trump e o sistema judiciário, com novas decisões judiciais que questionam a legitimidade de substituições administrativas em casos de alto perfil.
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