A proposta de taxar bilionários na Califórnia ganha força, com a ideia de cobrar 5% único sobre ativos de moradores com patrimônio superior a US$ 1 bilhão. A ideia visa financiar educação, assistência alimentar e saúde no estado.
O projeto, liderado pela SEIU-United Healthcare Workers West, poderia ir a voto ainda em novembro. Se aprovado, o tributo entraria em vigor retroativamente a 1º de janeiro, com um prazo de cinco anos para pagamento.
Entre os que poderiam ser impactados estão Jensen Huang, CEO da Nvidia, cuja fortuna é estimada em quase US$ 159 bilhões, e outros bilionários como Larry Page e Peter Thiel. O valor do imposto para cada um seria próximo de US$ 7 bilhões para Huang, US$ 13 bilhões para Page e US$ 1,3 bilhão para Thiel, conforme estimativas a partir de patrimônios atuais.
A distância entre apoiadores e críticos do imposto fica evidente. Em entrevista, Huang sinalizou estar disposto a pagar, defendendo que o estado oferece condições adequadas para viver e trabalhar. Já Page, Thiel e o investidor David Sacks teriam sinalizado planos de se mudar para estados com maior atratividade fiscal.
O governador Gavin Newsom tem posição contrária à taxação de fortunas, afirmando que a Califórnia precisa manter um ambiente competitivo. A deputada Ro Khanna, representante da região, sustenta que a mudança poderia manter a inovação local, argumentando que a tributação redistribuiria riqueza para setores distintos.
Alguns bilionários já migraram do estado por questões tributárias. Elon Musk transferiu a SpaceX e a sede de várias empresas para o Texas, país vizinho sem imposto de renda estadual. Outros nomes do setor consideram mudanças, o que alimenta o debate sobre o impacto econômico do tributo.
Analistas dizem que a proposta depende de captação de assinaturas para qualificar o tema ao eleitorado e de eventual aprovação do governador. A iniciativa ainda está em fases iniciais e enfrenta resistência política, incluindo oposição pública de Newsom.
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