O STF chegou a 2026 com 29 réus condenados por envolvimento na trama golpista que visava manter Jair Bolsonaro no poder. Desses, 23 seguem presos (14 em regime fechado, inclusive o próprio ex-presidente), nove cumprem prisão domiciliar e três estão foragidos. A Justiça já concluiu o processo de apenas um dos núcleos denunciados pela PGR no estágio anterior.
Entre os detidos, quatro foram presos após a conclusão de todo o processo: Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Almir Garnier e Anderson Torres. Desses, apenas Heleno recebeu prisão domiciliar por questões de saúde. O empresário Paulo Figueiredo teve a denúncia separada devido à sua residência nos EUA e ainda não passou pelo julgamento.
Bolsonaro chegou a ser preso em regime fechado em novembro, quando tentou romper a tornozeleira durante o cumprimento de prisão domiciliar em Brasília. O único núcleo com trânsito em julgado é o núcleo 1, envolvendo Bolsonaro; os núcleos 2, 3 e 4 ainda estão em embargos. Na prática, a maioria dos réus já acumula algum tipo de prisão.
Liberados e desdobramentos
Mauro Cid, delator do caso, está em liberdade: ele retirou a tornozeleira em outubro e cumpre o restante da pena em regime aberto, conforme acordo de colaboração premiada.
Fugas e medidas adicionais
Alexandre Ramagem deixou o Brasil antes de o STF encerrar o processo e hoje aguarda pedido de extradição dos Estados Unidos. Ramagem foi demitido da PF, seguindo punição semelhante à de Anderson Torres. Silvinei Vasques foi preso no aeroporto de Assunção, Paraguai, enquanto tentava embarcar para El Salvador; ele foi entregue à PF brasileira.
Outros réus condenados passaram a cumprir prisão preventiva ou domiciliar, com a maioria mantendo restrições de contato. Também houve determinação de prisão para mais dez réus condenados, entre eles o empresário Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, considerado foragido, e o militar Reginaldo Vieira de Abreu, que reside há anos nos EUA e possui mandado de prisão em aberto.
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