O ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel criticou a gestão de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça e Segurança Pública, dizendo que foi o pior ministro da área na história. A avaliação envolve os 23 meses em que o jurista esteve à frente da pasta, cuja saída seria oficial hoje.
Pimentel concedeu entrevista à coluna para explicar os motivos de sua crítica dura. O ex-padrinho do tema segurança pública argumenta que Lewandowski não atende às prioridades que, na prática, reduziriam o crime.
Dados de dezembro da AtlasIntel apontam que 38% dos brasileiros consideram a segurança pública o maior problema do país, com a população apontando pouco avanço na área sob o governo Lula.
Coordenação entre polícias
Para o ex-capitão, o combate ao crime organizado exige entender o domínio territorial, especialmente em áreas urbanas controladas por facções como PCC e Comando Vermelho. O foco não estaria apenas no encarceramento.
Pimentel sustenta que a política de desencarceramento, que vê as prisões como instrumentos de educação, não resolve as necessidades da sociedade. Ele afirma que as prisões enfrentam condições precárias, mas que a prioridade é proteger cidadãos.
Ainda segundo ele, há uma relação direta entre atuação coordenada das polícias estaduais e a melhoria dos índices de segurança. Ele critica a ideia de que o governo federal deva assumir o protagonismo total nessas políticas.
Governança e impactos regionais
O ex-capitão aponta que a coordenação informal já ocorre, mas seria fortalecida com cadastros unificados. Ele diz que, para ter eficácia, a coordenação deve ocorrer estado por estado, considerando realidades distintas de cada região.
Pimentel observou que a atuação varia entre estados, como diferenças entre enfrentar barricadas ou enfrentar cangaço. Ele afirma que políticas públicas devem se adaptar às necessidades locais, sem uniformizar demais as ações.
O comentarista também ressaltou que a adoção de linhas mais combativas por governadores petistas, como na Bahia e no Ceará, gerou avanços ao priorizar a proteção da população, ignorando abordagens distintas de Lewandowski.
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