Keir Starmer decidiu excluir os serviços financeiros das negociações para maior alinhamento com a União Europeia, sinalizando que o governo não pretende reabrir as regras de Bruxelas. A decisão foi recebida com alívio por lobistas do City, que temiam nova incerteza regulatória.
O posicionamento foi confirmado por um porta-voz do governo, que explicou que as autoridades continuarão a explorar cooperação onde for do interesse da economia britânica, mas não haverá esforço para que as empresas do City voltem às normas da UE. A confirmação acabou com rumores sobre uma revisão ampla do quadro regulatório.
Contexto e reações
Representantes do setor financeiro lideram críticas à ideia de retornar ao regime regulatório anterior, citando impactos nos investimentos e na recuperação do mercado de ofertas públicas. Executivos destacam que a robustez atual do mercado londrino depende de menos atritos regulatórios.
Miles Celic, CEO da TheCityUK, ressaltou que cooperação mais estreita com o segundo maior mercado financeiro da UE faz sentido, mas alertou sobre trade-offs de se reingressar em mercados comuns. A posição reforça a visão de manter autonomia regulatória, com benefícios de uma cooperação seletiva.
Proximidade com a UE e próximos passos
Um porta-voz do governo informou que, em uma cúpula com Bruxelas na primavera de 2025, foram identificadas várias áreas de cooperação, mas os serviços financeiros não participaram do acordo. Apesar disso, a UE permanece como o segundo maior parceiro comercial financeiro do Reino Unido, com cooperação ainda em debate.
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