Um julgamento de recurso terá início nesta terça-feira, 13, em Paris, envolvendo Marine Le Pen e o Partido Nacional da França, hoje Reunião Nacional (RN). A defesa contesta a condenação de primeira instância que a tornou inelegível por cinco anos para competir no pleito presidencial de 2027. A decisão pode abrir caminho para novos desdobramentos políticos.
A denúncia aponta desvio de recursos públicos entre 2004 e 2016, quando Le Pen e outros integrantes do RN teriam usado fundos do Parlamento Europeu para remunerar pessoas ligadas ao partido. Na época, a sentença considerou o desvio de mais de 4 milhões de euros e determinou a inelegibilidade.
Contexto do caso
Le Pen recorre da decisão, assim como o RN e outras dez pessoas, mantendo a acusação de desvio de recursos públicos e de cumplicidade. A defesa sustenta que houve uso legítimo de recursos, enquanto a Justiça afirmou que Le Pen atuou no coração do esquema.
Desdobramentos legais
Caso a condenação de segunda instância se mantenha, a pena pode ser confirmada, mantendo teto previsto de dez anos de prisão e multa de até 1 milhão de euros. O veredito final depende do esgotamento de vias recursais, incluindo possível recurso à Corte de Cassação.
Cenário político
O RN tem mobilizado forte apoio em pesquisas para eleições locais e nacionais, com Bardella, atual presidente do partido, disputando a presidência caso Le Pen seja impedida. Bardella reafirmou apoio à colega de legenda e disse estar preparado para seguir o programa do RN.
Observações finais
O julgamento está previsto para se estender até fevereiro, com decisão esperada antes do verão europeu. Fontes ouvidas pela imprensa indicam que o caso pode influenciar a atuação de potenciais candidatos e a estratégia do RN nas eleições de 2027.
Entre na conversa da comunidade