O mal-estar no campo bolsonarista ganhou proporções após a primeira-dama de São Paulo, Cristiane Freitas, mencionar em publicação de Tarcísio de Freitas que o Brasil precisa de um novo CEO. O comentário, feito na quarta-feira, irritou aliados de Bolsonaro que viram na fala uma tentativa de apresentar o marido como nome mais palatável na centro-direita.
A tensão ocorre em meio à desconfiança em relação ao governador paulista. Desde que Flávio Bolsonaro recebeu o aval do pai para concorrer, Tarcísio tem sido pressionado a se engajar na campanha, mas evita participar de eventos da pré-campanha.
Desdobramentos nas redes
Paulo Figueiredo, influenciador bolsonarista, criticou a fala de Cristiane e chamou o uso do rótulo CEO de positivismo inadequado. A leitura entre bolsonaristas é de que o movimento não quer uma gestão tecnocrática.
Carlos Bolsonaro reagiu com ironia, compartilhando imagem de João Doria com a manchete CEO de São Paulo, na prática sinalizando divergência interna. Eduardo Bolsonaro republicou o post do irmão, ampliando o debate.
Gil Diniz, deputado estadual do PL, também comentou, sugerindo cautela com a ideia de que governar é simples e que a cadeira exige lealdade e compromisso com o povo, sem traidores.
A mobilização nas redes inclui ações de apoio a Tarcísio que chegam a defender boicotes ao gesto de apresentar um gestor como CEO, sob a lógica de rejeitar uma visão tecnocrática.
Em pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta, Lula aparece na liderança em cenários diversos. Embora Tarcísio tenha desempenho competitivo contra o petista, ele fica atrás em todos os cenários, e contra Flávio, Lula tem vantagem de 7 pontos.
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