Filipe Sabará, articulador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, minimizou nesta quinta-feira (15) a ideia de que o mercado tenha preferência pelo nome de Tarcísio de Freitas como candidato. Segundo Sabará, o que interessa aos investidores é um conceito de austeridade e o controle da “gastança maluca” do governo Lula.
Ele explicou que o mercado valoriza equilíbrio fiscal e contenção de gastos, condições que, na leitura dele, ajudam a manter juros e inflação sob controle. A trajetória de Flávio Bolsonaro, segundo Sabará, está alinhada a trabalhos já desenvolvidos pela equipe liderada pelo ex-ministro Paulo Guedes.
Para o articulador, o tema da preferência por Tarcísio teria sido relevante apenas no momento do anúncio, no ano passado, mas já foi superado pela percepção de alinhamento ideológico com Guedes. A afirmação é de que Flávio escolherá entre cerca de 10 nomes ligados ao grupo Guedes.
Em paralelo aos comentários de Sabará, o governador de São Paulo deixou claro apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Em declaração pública, o secretário de governo paulista afirmou considerar Flávio um grande nome e declarou que o apoiará como candidato.
A troca de declarações ocorre menos de uma semana após rumores de movimentação eleitoral no âmbito do grupo político aliado a Guedes. Não houve confirmação oficial de alianças ou batalhas internas, e as mensagens divulgadas se mantêm em termos de avaliação de propostas públicas.
O cenário atual mostra uma defesa consistente de medidas de austeridade, com foco em redução de gastos e simplificação tributária, segundo a leitura de Sabará. A ideia é preservar o equilíbrio macroeconômico como marco central de candidatura, em detrimento de projetos de expansão de gastos públicos.
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