Donald Trump concedeu a indulto a Adriana Camberos, uma mulher que já havia recebido clemência durante seu primeiro mandato e acabou presa novamente por fraude. A decisão ocorre no mesmo dia em que o presidente realizou um conjunto de outras concessões de perdão.
Camberos teve a pena comutada pouco antes de deixar a Casa Branca em 2021, após ser condenada por participar de um esquema envolvendo garrafas de 5-Hour Energy compradas para revenda no México, com rótulos falsificados e líquido fraudulento colocado nas garrafas para venda.
Em 2024, a irmã de Camberos, Adriana, e seu irmão Andres foram condenados em um segundo caso, por mentir para fabricantes para vender mantimentos em atacado com descontos elevados, alegando que as mercadorias seriam destinadas ao México ou a prisões. Os produtos eram vendidos a preços superiores a distribuidores nos EUA.
Casos de perdões
Camberos integra um grupo de 13 perdões aprovados por Trump na quinta-feira, que também incluíram oito comutações de pena. Entre os beneficiários, consta o pai de um grande doador para o super PAC do presidente e Wanda Vázquez, ex-governadora de Porto Rico, que se declarou culpada de violação de financiamento de campanha.
Outro perdão foi anunciado na sexta-feira a Terren Peizer, residente em Porto Rico e Califórnia, que liderava a empresa Ontrak, com sede em Miami. Peizer foi condenado a 42 meses de prisão e a pagar multa de 5,25 milhões de dólares por participar de um esquema de negociação de informações privilegiadas.
Contexto e desdobramentos
Presidente tem emitido diversas clemências no primeiro ano de seu segundo mandato, muitas voltadas a casos já defendidos por promotores federais. As ações ocorrem em meio a críticas sobre salvaguardas de integridade pública e a demissão do responsável pela apreciação de pedidos de indulto no Departamento de Justiça.
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