O texto discute um novo modelo de exploração tecnológica: a chamada fracking humana. Argumenta que grandes empresas tratam a atenção como recurso mercantil, empurrando conteúdo contínuo para maximizar tempo de tela. A ideia central é que a exploração atinge a psique humana de forma sistêmica.
Os autores do manifesto defendem que a atenção humana é fundamental para o funcionamento social e democrático. A observação é de que, ao transformar esse recurso em mercadoria, surgem riscos para o pensamento crítico, o bem-estar psicológico e a deliberação pública. O texto propõe resistência organizada.
O estudo aponta dados sobre o uso de tecnologia: hoje quase 70% da população possui smartphone; phones respondem por grande parte do acesso à internet; e o tempo acordado é amplamente gasto em telas. As informações são usadas para fundamentar a percepção de vulnerabilidade humana frente às plataformas.
Os autores ressaltam que o problema não se resume a aparelhos ou redes sociais isoladamente, mas a uma prática global de extração de atenção. A proposta é uma resposta coletiva, incluindo coalizões amplas, estudos diversificados e criação de espaços de proteção para a atenção.
A visão é sobre uma mudança estrutural: deixar de ver a atenção apenas como consumo para reconhecê-la como capacidade humana essencial. O movimento proposto chama-se attention activism, com foco em políticas que valorizem o bem humano e o florescimento coletivo.
Entre as iniciativas sugeridas estão coalizões diversas, práticas de estudo e a criação de ambientes seguros para cultivar atenção de qualidade. O objetivo é lutar contra a exploração das plataformas sem abrir mão de avanços tecnológicos.
Os autores, ligados à Friends of Attention, defendem que mudanças rápidas são possíveis. Com históricos de movimentos sociais, destacam que reformas significativas podem ocorrer quando há organização, educação e participação cívica.
Entre na conversa da comunidade