O ministro Edson Fachin, do STF, defendeu nesta quinta-feira (22) a atuação de Toffoli no caso Master e afirmou que eventuais vícios ou irregularidades serão analisados pelos ritos legais.
A nota do STF não cita diretamente o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, mas sustenta que o exercício regular da jurisdição é legítimo durante o recesso. Questões com rito próprio serão avaliadas pelo colegiado com seriedade.
Fachin ressaltou que adversidades não suspendem o Direito e que momentos de tribulação exigem respeito à legalidade e à serenidade institucional. Situações que afetam o sistema financeiro demandam resposta estritamente constitucional.
Contexto do Caso Master
Horas antes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou representação de deputados do PL que pediam o afastamento de Toffoli do caso. Alegam que ele estaria impedido por ter ido a Lima, no Peru, no mesmo voo em que estava o advogado de um dos envolvidos.
O relator do processo no STF acumula críticas desde o início da condução, incluindo atritos com a Polícia Federal e reportagens sobre supostas relações entre familiares de Toffoli e o Banco Master. A origem do desgaste tem relação com as investigações.
Diante da crise, Fachin interrompeu o recesso para tratar do tema, buscando manter a normalidade institucional. A Presidência do STF reiterou que não há antecipação de juízos, nem tolerância a pressões que possam comprometer a independência do tribunal.
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