O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou nesta quinta-feira a investigação sobre as blitze da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no segundo turno das eleições de 2022. A apuração visava suposta interceptação de eleitores no Nordeste para favorecer Lula.
A decisão acolhe parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que afirmou não haver prova suficiente para sustentar as acusações contra Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira. Moraes citou constrangimento ilegal.
Outros investigados foram afastados por razões já definidas pelo STF. Silvinei Vasques, Marília de Alencar e Anderson Torres já respondem a decisões anteriores do próprio tribunal em casos correlatos.
Os indiciamentos na PF, em agosto de 2024, envolveram ainda quatro policiais federais cedidos ao Ministério da Justiça. Eles eram acusados de articular plano para dificultar tráfego de eleitores em regiões com vantagem de Lula.
As investigações tiveram origem nas operações da PRF em 30 de outubro de 2022, quando blitze reduziram a movimentação de eleitores nordestinos. A vistoria ocorreu dias antes do segundo turno, em um marco eleitoral decisivo.
No dia da votação, Moraes já havia determinado a suspensão imediata das blitze. A decisão previa sanções a Vasques se não houvesse cumprimento integral, o que não ocorreu conforme os autos.
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