TikTok informou nesta quinta-feira que fechou um acordo para criar uma nova entidade nos EUA, permitindo contornar um possível ban e encerrar um longo processo legal. A operação será gerida por uma sociedade com participação majoritariamente americana.
O novo empreendimento terá investimentos de Oracle, Silver Lake e MGX, cada um com participação de 15%. A participação total de investidores estrangeiros ficará abaixo de 50%, conforme o anúncio da empresa.
A criação da entidade nos EUA ocorre em meio a disputas políticas e legais que se arrastam há anos. O governo dos Estados Unidos tem obrigatoriamente buscado salvaguardas de dados e segurança nacional associadas à plataforma.
CEO da nova etapa será Adam Presser, ex-gerente geral da TikTok, operações globais e confiabilidade. A estrutura inclui salvaguardas de segurança de dados e moderação de conteúdo para usuários norte-americanos.
Segundo a empresa, a operação operará sob proteções definidas, com controles de algoritmo, proteção de dados, moderação de conteúdo e garantias de software para usuários dos EUA.
A negociação envolveu debates sobre a possível transferência de dados de usuários para autoridades chinesas. A ByteDance permanece como acionista da empresa-mãe, mantendo controle indireto até agora.
Além dos três investidores citados, a conexão de capital também envolve a firma de Michael Dell, fundador da Dell Technologies, como investidor adicional.
A medida foi anunciada cinco anos após anúncios iniciais sobre a possibilidade de banimento do TikTok nos EUA, que se intensificaram em 2020, com medidas legais em discussão até 2025.
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