Áurea Carolina surpreendeu ao encerrar seu primeiro mandato como deputada federal em 2022, sem buscar a reeleição, mesmo com votação expressiva. A ex-parlamentar disse que o Congresso impôs um custo pessoal enorme, principalmente devido à violência política relacionada a raça e gênero, o que contribuiu para a retirada.
Ao longo do mandato, a atuação de Áurea gerou debates sobre a necessidade de estratégias de coalizão no campo da esquerda. Em 2026, ela anunciou o retorno ao PSOL e estuda uma pré-candidatura ao Senado. A candidata afirmou que pretende reforçar a formação de lideranças no ambiente progressista.
A entrevista, concedida à repórter Mariana Serafini, destacou os desafios eleitorais para 2026. Ela ressaltou a importância de alianças internas para dificultar o domínio de espectros bolsonaristas no Senado e ampliar a presença de referências de esquerda no Congresso.
Desafios do campo progressista
Áurea Carolina afirmou que o cenário atual demanda colaboração entre as correntes da esquerda para ampliar a competitividade em eleições proporcionais. Segundo ela, é essencial cultivar coalizões que consigam representar diversidade de pautas sem abertura para rupturas internas.
A ex-deputada enfatizou a necessidade de novas lideranças no campo progressista. Segundo ela, a renovação é crucial para ampliar a base de apoio e para promover políticas públicas consistentes com a agenda de direitos humanos, igualdade e desenvolvimento social.
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