O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em Salvador, que o adversário de sua eventual reeleição será definido em uma chamada convenção que ele classificou como fascista. O comentário foi feito durante evento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nesta sexta-feira. Lula também indicou que busca o quarto mandato, sem confirmar nomes.
A partir do cenário da direita, o petista mencionou que o candidato ainda não está definido. Ele apontou que, até março ou abril, pode ocorrer a convenção que escolheria o concorrente. Além disso, afirmou que a campanha deverá enfrentar a estratégia de desinformação pela oposição, prometendo contraponto com fatos.
Lula reforçou críticas à narrativa da direita, acusando-a de disseminar mentiras e fake news. Segundo o presidente, a campanha poderá atuar para desmentir esse tipo de conteúdo, sugerindo uso responsável de informações.
Cenário internacional e Venezuela
Durante o mesmo evento, o presidente mencionou a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e criticou a atuação do governo de Donald Trump, segundo fontes da Agência EFE. O tom foi de indignação quanto à presença de tropas e à captura de autoridades venezuelanas no Caribe.
Lula confirmou surpresa com a operação e disse não entender a forma como os acontecimentos ocorreram. O presidente venezuelano Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, estariam sob custódia nos Estados Unidos, sob acusações associadas ao narcoterrorismo, conforme a reportagem. A fala abriu espaço para questionamentos sobre a integridade territorial e a atuação externa na região.
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