O governo mantém em curso as obras de muralhas de proteção em presídios federais, anunciadas após a fuga de dois detentos em Mossoró (RN). Dois anos depois, as estruturas não foram concluídas em grande parte das unidades previstas. A única unidade com muralha pronta é a Penitenciária Federal de Brasília, conforme dados da Senappen.
O custo total das obras chega a quase R$ 150 milhões, com previsão de conclusão mais restrita a 2027 em parte dos complexes. Em Mossoró, as obras começaram em janeiro de 2025, foram interrompidas em outubro do mesmo ano e aguardam a convocação da segunda colocada na licitação para seguir. Em Porto Velho, Campo Grande e Catanduvas, os cronogramas indicam atraso ou início futuro, ainda sem entrega total.
Mossoró (RN)
A muralha teve início em 2025, mas foi paralisada após a empresa abandonar o projeto. A Secretaria Nacional de Políticas Penais estuda a retomada com a segunda empresa licitada.
Valor previsto: R$ 28,5 milhões. Prazo estimado: 10 meses após a retomada.
Porto Velho (RO)
O avanço depende do início das obras, que devem ocorrer entre fevereiro e março de 2026. Entrega prevista para dezembro de 2026.
Valor estimado: R$ 38,3 milhões.
Campo Grande (MS)
Contrato prevê início das obras em fevereiro de 2026, com conclusão estimada para fevereiro de 2027.
Valor estimado: R$ 42,9 milhões.
Catanduvas (PR)
Licitação prevista para março de 2026, com conclusão prevista para 2027.
Valor estimado: R$ 40 milhões.
Observação oficial
A Senappen informa que Mossoró registra paralisação por descumprimento contratual pela empresa. Sanções estão sendo avaliadas. Para as demais unidades, os procedimentos licitatórios seguem fases distintas, com cronogramas comunicados oficialmente.
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