O governo australiano cancelou a visto de Sammy Yahood, influenciador judeu, três horas antes do horário previsto de partida. A decisão ocorreu antes de ele viajar para participar de eventos na Austrália.
Yahood havia publicado mensagens que associavam o Islã a ideologia violenta, chamando-a de obstinadamente agressiva. O ministro de Assuntos Internos, Tony Burke, confirmou a retirada do visto na noite de segunda-feira, alegando que espalhar ódio não é motivo aceitável para entrada no país.
Yahood estava programado para realizar oficinas de autodefesa e lançar a campanha “paz pela força”, com apresentações em sinagogas e organizações australianas. A Australian Jewish Association criticou a decisão, afirmando que o governo atua no último minuto.
Contexto
AJA informou que o visto foi cancelado pouco tempo antes do embarque e que Yahood iria a Melbourne para atividades relacionadas às oficinas de defesa pessoal. A associação também mencionou que o ministro ampliou poderes para cancelar vistos em decisões recentes.
Yahood confirmou pelo Instagram o cancelamento e disse que continuaria a viagem para os Emirados Árabes Unidos, enquanto sua parceira de viagem seguiria para a Austrália. Burke já tem atuado para permitir ou negar entradas com base em padrões de discurso.
Outras figuras controversas também tiveram entradas negadas ou proibidas, incluindo políticos de extremos e artistas com histórico de declarações polêmicas. As medidas são aplicadas sob leis existentes e sob novas regras aprovadas recentemente no Parlamento.
A detenção de Yahood ocorre em meio a um conjunto de ações do governo para restringir entradas de pessoas associadas a discurso de ódio, vilificação ou conduta extremista, conforme o teste de caráter. | Neste momento, fontes públicas citadas não divulgaram novos detalhes sobre futuras ações.
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