Aisha Chughtai, vereadora de Minneapolis, afirma que a comunidade precisa de ações contra as operações de imigração federais. O caso envolve o distrito que ela representa, onde o enfermeiro Alex Pretti foi morto por agentes federais no sábado. O incidente marca o segundo homicídio de um morador de Minneapolis por um agente federal nesta área sul da cidade este ano.
Chughtai descreveu a situação como devastadora, citando uma onda de prisões, violência com gás lacrimogêneo e medo constante entre moradores, muitos dos quais são trabalhadores ou residentes de aluguel. Ela ressaltou que o bairro abriga a maior comunidade imigrante do estado e que a pressão da repressão afeta famílias inteiras.
Na prática, a vereadora pediu ações locais para responder ao que chamou de violência institucional. Entre as demandas estão uma declaração de emergência estadual, uma moratória de despejos e a responsabilização dos responsáveis pelo homicídio de Pretti e de Renee Good. Ela também pede medidas para proteger quem vive em casas alugadas.
Segundo Chughtai, a região passou a enfrentar raids diários de agentes federais, com tentativas de detenção de imigrantes e repressão de moradores que tentam impedir as ações. Ela mencionou ainda que a resposta da comunidade tem sido de mobilização permanente e apoio aos que estão na linha de frente.
Ela incentivou moradores a se manterem ativos em redes de resposta rápida, a recorrerem a observadores legais treinados e a difundirem informações sobre a realidade local, além de apoiar organizações que atuam na região. O objetivo é manter a pressão por mudanças estruturais.
A vereadora destacou que, mesmo que o ICE se retire, os impactos desse período no distrito não serão esquecidos. A recuperação, afirmou, só começa após a saída de forças federais e com a garantia de segurança e moradia para as famílias afetadas.
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