O presidente Lula criticou a conduta do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master. Segundo informação da coluna Lauro Jardim, de O Globo, o ministro e o presidente se reuniram em um almoço no início de dezembro, na Granja do Torto. O colunista também afirmou que o almoço não constava na agenda oficial. A reunião também teve a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.O encontro ocorreu no mesmo período em que Toffoli determinou um regime mais rígido de sigilo em procedimentos ligados ao caso e centralizou a tramitação no STF, medida que passou a ser chamada nos bastidores de “sigilo master”.
Fontes da coluna relataram que Haddad apresentou detalhes sobre a dinâmica das operações atribuídas ao grupo do controlador Daniel Vorcaro. Os relatos confirmam que o ministro sinalizou que não pretende mudar de postura após a reunião.
Representações e contestação à condução do caso
A atuação de Toffoli no caso motivou seis representações encaminhadas a instâncias como Procuradoria Geral da República, Conselho Nacional de Justiça e Senado. As ações questionam decisões tomadas desde a liquidação do Banco Master.
No Senado, parlamentares protocolaram pedido de impeachment contra Toffoli, apontando a condução do chamado Caso Banco Master como fundamento do requerimento.
Posição do STF e próximos passos
O presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota em defesa da atuação de Toffoli e afirmou que a conduta do relator é regular. O presidente alega que eventuais contestações a atos processuais devem ser discutidas pelo tribunal após o recesso.
A coluna de Lauro Jardim também relata que Toffoli buscou marcar um novo encontro com Lula no início de fevereiro, mas não obteve retorno.
Operação Compliance Zero: entenda o caso envolvendo o Banco Master:
Com a liquidação extrajudicial do Banco Master decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025 e a liquidação da gestora Reag em 15 de janeiro de 2026, o caso avançou do campo regulatório para uma etapa de maior pressão institucional.
No âmbito criminal, a Operação Compliance Zero entra em fase mais sensível com a quebra de sigilos autorizada em 6 de janeiro e tornada pública após a retirada do sigilo por decisão divulgada pelo STF em 16 de janeiro de 2026.
A partir daqui, a apuração passa a depender da análise do material reunido e das próximas decisões judiciais e administrativas, enquanto os citados no inquérito mantêm o direito de apresentar suas versões e defesas.
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