Diante de apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para priorizar a definição de candidaturas ao Senado, a gestão do PT enfrenta dificuldades para formar nomes competitivos nos principais estados. A avaliação interna aponta desafios para construir alianças amplas, mesmo com dois assentos por estado em jogo neste pleito.
Levantamento do UOL mostra que o partido já tem pré-candidatos em 18 estados, mas a maioria não aparece como favorita. A janela eleitoral pode transformar alianças e mudanças de palanque em diferenciais decisivos para a esquerda.
Em São Paulo, o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, lidera pesquisas, mas não pretende disputar neste ano. O vice-governador Geraldo Alckmin, do PSB, também manifesta preferência por manter a composição atual da chapa presidencial.
Haddad estuda manter o foco na gestão econômica, enquanto a esquerda observa possibilidades em alianças com o PSB e outras legendas. Marina Silva, presidente do Rede, é citada como possibilidade de retorno ao Senado em um acordo que envolve o Acre.
Mudanças de tema e cenários
Há previsões de que Gleisi Hoffmann siga no Paraná, Paulo Pimenta no Rio Grande do Sul e José Guimarães no Ceará. Rui Costa, na Bahia, aparece como opção viável em consenso com Jaques Wagner, buscando a reeleição.
Entre quem precisa renovar o mandato, Rogério Carvalho (SE), Fabiano Contarato (ES), Humberto Costa (PE) e Randolfe Rodrigues (AP) aparecem na lista. Paulo Paim (RS) abriu mão da candidatura, abrindo espaço para Pimenta.
No Rio Grande do Sul, a chapa já está mais definida, com Manuela d’Ávila disputando pelo PSOL. Aliados próximos preveem que o PSB terá papel relevante no cenário, com governadores Renato Casagrande e João Azevedo possivelmente disputando o Senado.
O PSB mantém conversas sobre Filiados, incluindo Simone Tebet (MDB) para o Senado em São Paulo e Rodrigo Pacheco (PSD) para o governo de Minas Gerais. Tebet pode compor o grupo no estado paulista; Pacheco, em Minas.
Segundo analistas, a eleição de 2026 tende a exigir últimas decisões sobre candidaturas, com escolhas de segunda linha ocorrendo pouco tempo antes do pleito, em média 72 horas antes do voto. A estratégia de alianças permanece central para o PT.
Caso as previsões se confirme, o Centrão pode ter papel decisivo na definição do caminho da próxima legislatura do Senado, influenciando votações de interesse do governo e de eventual oposição.
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