Brandan Koschel, acusado de incitar ódio em discurso durante um protesto anti-imigração em Sydney, teve a fiança negada nesta terça-feira. O homem foi apresentado ao tribunal de fiança de NSW, vindo da custódia, perante o magistrado Daniel Convington.
A acusação sustenta que Koschel proferiu comentários antissemitas a centenas de manifestantes no Sydney March for Australia. Segundo a polícia, havia “membros ou associados” do National Socialist Network (NSN) no evento, e informações públicas associam o réu ao grupo, que foi desfeito recentemente.
A defesa afirmou que o NSN está desativado e que Koschel não mantém vínculo ativo com qualquer grupo extremista. A advogada Jasmine Lau pediu a liberdade sob condições, destacando histórico criminal limpo e participação isolada no ato. A promotoria, porém, ressalta o risco à comunidade diante de discursos de ódio.
Contexto legal e andamento da decisão
Convington informou que iria analisar a legislação específica antes de decidir sobre a fiança e ressaltou o risco potencial para a segurança pública. A audiência ocorreu após a aprovação de nova lei contra incitação de ódio, aprovada pelo Legislativo de NSW no ano anterior.
O caso ocorre em meio a medidas de segurança em Sydney após ataques e incidentes de ódio vinculados a políticas de imigração. A polícia informou que o evento foi transmitido ao vivo para um público considerável e envolve alegações de incitação pública ao ódio racial.
Desdobramentos e informações adicionais
A polícia também mencionou que houve atuação de autoridades com ordens de segurança pública, incluindo a remoção de indivíduos não autorizados de eventos públicos. O desfecho da fiança ainda não foi anunciado, com a decisão prevista para o meio-dia.
Entre na conversa da comunidade