O TikTok negou ter bloqueado menções ao nome Epstein em mensagens diretas, após usuários relatarem dificuldades para enviar o termo no aplicativo. As queixas ganharam força na segunda-feira, 26, e motivaram o governador da Califórnia, Gavin Newsom, a pedir uma investigação sobre censura de conteúdo.
Segundo a plataforma, não há regras que impeçam o compartilhamento do nome Epstein em mensagens diretas. Um porta-voz dos Estados Unidos afirmou à NPR que a empresa investiga a origem dos problemas relatados por usuários, que afirmam mensagens com a palavra Epstein serem barradas com aviso de violação das Diretrizes da Comunidade.
Os relatos ocorrem dias após a TikTok concluir a venda de suas operações americanas para um consórcio de investidores, incluindo a Oracle, ligada a Larry Ellison, aliado próximo do então presidente Donald Trump. A proximidade entre Trump e Epstein, associada a relatos de dificuldades para publicar conteúdos críticos ao governo, alimenta suspeitas de censura política.
Contexto e reações
Usuários passaram a usar a hashtag #TikTokCensorship em outras redes, citando ainda bloqueios a vídeos sobre operações do ICE e protestos em Minneapolis. Políticos da oposição relataram casos semelhantes, como um vídeo sobre um projeto de lei para processar agentes do ICE que teve visualizações zeradas.
A plataforma reiterou que não houve mudança nas regras de moderação. O relato oficial aponta falhas técnicas de grande escala, atribuídas a uma queda de energia em um data center nos EUA, que teriam impactado parte da experiência de usuários.
Entre na conversa da comunidade