Tarcísio de Freitas (Republicanos) adiou a visita que faria a Jair Bolsonaro na Papuda, sob motivações de agenda em São Paulo. O encontro, que ocorreria amanhã, deveria tratar da candidatura presidencial e do papel de Flávio Bolsonaro como escolhido para o posto.
Integrantes da cúpula do PL dizem que Bolsonaro deixará claro que Flávio é o herdeiro político do clã e que a direita deve se unir ao senador para enfrentar Lula. A orientação foi comentada por parlamentares durante a última caminhada de Nikolas Ferreira em Brasília.
O movimento é considerado um sinal forte do bolsonarismo raiz, que acompanha o amadurecimento da pré-candidatura de Flávio. A expectativa é que as mensagens preservem a coesão da base diante de críticas internas.
Desdobramentos e contexto
Tarcísio afirmou ontem que não disputaria a Presidência, mesmo se Bolsonaro pedisse. Ele também disse que o encontro com o ex-presidente na Papuda não teria foco eleitoral, mas de solidariedade.
O governador alegou ficar em São Paulo, narrando que, na última visita a Bolsonaro em prisão domiciliar, foi questionado sobre a posição na eleição e respondeu pela permanência em São Paulo. A manifestação ocorreu à Jovem Pan.
A agenda foi marcada por desdobramentos: Tarcísio cancelou a visita após vazamentos sobre o teor da reunião, o que gerou desconfiança entre parte da militância. Posteriormente, ele sinalizou apoio a Flávio.
Repercussões na política indicam que a escolha de Flávio mantém a hegemonia da direita, segundo interpretam integrantes do centrão. A substituição de Tarcísio pela liderança bolsonarista é vista como tentativa de preservar o protagonismo do clã.
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