Kevin Couch pediu demissão do Kennedy Center, em Washington, pouco mais de uma semana após tomar posse como vice-presidente sênior de programação artística. A saída foi confirmada por ele ao Guardian nesta quinta-feira, afirmando ter deixado o cargo “ontem”.
O Kennedy Center anunciou que nomeou Couch no dia 16 de janeiro e divulgou a notícia em 22 de janeiro. Na ocasião, o presidente do centro, Richard Grenell, declarou que a instituição buscava ampliar sua programação com uma visão mais clara de curadoria.
Couch atuava anteriormente como responsável pela programação da ATG Entertainment e é fundador da agência CBC Creative, com sede em Dallas. Ele não comentou os motivos da saída ao veículo, nem aos veículos que repercutiram a informação.
Contexto recente no Kennedy Center
O afastamento ocorre em meio a uma fase de turbulência interna após uma reformulação de liderança promovida por Donald Trump, que desde o início de seu segundo mandato vem alterando a direção da instituição.
No final de 2025, Trump instalou uma nova diretoria e foi eleito presidente do conselho. As mudanças provocaram cancelamentos de apresentações por parte de artistas de renome, ampliando críticas sobre o atual desenho estratégico.
Entre as repercussões, o World Premiere de uma obra de Philip Glass, programada para o Kennedy Center, foi retirado em protesto ao governo. A Washington National Opera também anunciou mudança de local para suas apresentações.
Situação institucional
Em dezembro, a nova diretoria, escolhida por Trump, votou para alterar o nome da instituição para Trump-Kennedy Center. Contudo, segundo o New York Times, a designação legal continua sendo John F Kennedy Center for the Performing Arts, com aprovação parlamentar necessária para mudanças de nomenclatura.
Até o momento, o Kennedy Center não respondeu a pedidos de comentários sobre a saída de Couch. Na manhã desta quinta-feira, o cargo de Couch não constava na página de liderança do centro no site oficial.
Olhando adiante
As decisões de gestão recente seguem sob escrutínio à medida que artistas e eventos ajustam planos para o espaço cultural. O Kennedy Center continua sendo um marco de artes cênicas, com foco em apresentações de grande porte e programação artística abrangente.
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